use notícias para trabalhar os temas

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Seja na promoção do consumo consciente ou até na compreensão de que os juros compostos podem multiplicar o seu numerário, a ensino financeira tem espaço nas escolas. Incluído na Base Pátrio Generalidade Curricular (BNCC) na lista dos Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), o matéria pode ser trabalhado nas aulas de matemática por meio de análises e da utilização de reportagens de jornais e vídeos no Youtube porquê base para propor discussões e exercícios.

Outro tema que pode ser levantado com os estudantes é a inflação no Brasil, que é  a maior para o mês de setembro desde o início do Projecto Real. A taxa acumulada pelo Índice Pátrio de Preços ao Consumidor Largo (IPCA), indicador solene da variação de preços no País, chegou a 10,25% em 12 meses. Sendo que a meta perseguida pelo Banco Meão neste ano era de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual.

Professor nos ensinos fundamental e médio em dois colégios privados na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, o matemático Marcos Barbosa sabe muito muito disso. Seus alunos, que têm idade entre 11 a 17 anos, veem na classe que os conteúdos informativos na internet podem ser um caminho para aprender sobre fundamentos básicos da economia.

Alunos precisam entender que é necessário gastar menos do que se ganha. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

“Antigamente, a cultura era pedir ao aluno para desligar o computador e o celular. Hoje, não, tudo começa pelo Google e Youtube, que são os sites onde iremos procurar reportagens em texto e vídeos para iniciar nossa discussão em sala. Nesse momento, o professor age porquê um guia, indicando os conteúdos para a turma e provocando uma reflexão sobre o tema”, explica Barbosa.

Um dos conteúdos quem podem ser usados em sala de lição é o projeto Por Minha Conta, que traz reportagens, vídeos e teor de podcast sobre ensino financeira. As matérias foram pensadas para adolescentes, com enfoque voltado para os dilemas financeiros dessa filete etária. E incluem dicas de técnicas fáceis para não ultrapassar gastos e até conseguir investir.

Confira cá um dos vídeos do projeto, que conta com acessibilidade totalidade. Cá, os repórteres fazem uma gracejo mostrando seus ‘outfits’ nas diferentes moedas que o Brasil teve dos anos 1970 até agora.

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Na avaliação do professor Barbosa, a didática sobre ensino financeira deve ir além da compreensão de cálculos matemáticos e de operações em planilhas. Para ele, o foco das aulas ministradas com estudantes do 6º ano até o ensino médio deve ser “transformar a informação em conhecimento”, visando fomentar ideias sobre profissões, curso e independência econômica.

“A discussão em sala acontece para que o aluno pense em seu horizonte profissional”, explica Barbosa. “A ensino financeira não é sobre lucrar um bom salário, mas sim a lógica de que, independente da remuneração que o horizonte profissional venha receber, seja provável entender que é preciso gastar menos do que ganha e, assim, poder realizar sonhos e projetos de vida.”

Matemática do dia a dia

A compreensão sobre a valia de controlar os gastos também é secção da didática das aulas do professor de matemática Ezington Lopes. Publicado por seus alunos pelo sobrenome ‘Zig’, ele defende que a ensino financeira é uma forma de atrair a comunidade escolar para o estudo da sua disciplina.

“Quando me falam que não gostam de matemática, eu reforço a prestígio da ensino financeira porque ela está em nosso dia a dia e pode ser aplicada em tudo na nossa vida porquê consumidor”, argumenta.

Se o objecto permeia situações relacionadas ao cotidiano dos alunos, zero mais justo que a didática do professor Zig trabalhe com exemplos reais em suas aulas, porquê a estudo da flutuação de preços dos vitualhas no mercado em determinado pausa de tempo, com o objetivo de propor uma discussão em sala sobre conceitos de inflação.

“Além de apresentar matérias de jornais e vídeos que falam sobre projeção de inflação no País, eu proponho que, pelo menos uma vez no mês, os alunos prestem atenção e anotem o valor dos produtos da cesta básica no supermercado”, conta Zig, que atua em duas escolas particulares de Salvador. “Ao longo do ano, produzimos um relatório comparando os preços e vendo qual resultado teve maior elevação. Dessa forma, eles entendem o que é inflação.”

Que tal pedir que os alunos registrem e comparem preços no supermercado? Foto: Pixabay

Resultados

Tanto nas aulas de Zig porquê nas discussões propostas pelo professor Barbosa, os resultados dos ensinamos sobre ensino financeira só podem ser vistos a longo prazo. Segundo o educador de São Bernardo do Campo, porém, suas classes já serviram de motivação para que o aluno egresso do ensino médio optasse por seguir uma curso ligada ao mercado financeiro.

“Alguns jovens que acompanho na escola e na minha mentoria já desenvolveram levante interesse, em seguida estudar o fundamental de ensino financeira”, conta o matemático.

Nas aulas do professor Zig, efeitos pontuais do aprendizagem de conceitos da ensino financeira também podem ser considerados. “Quando o aluno percebe essa flutuação de preços, ele questiona o porquê desta mudança. Logo, é muito generalidade meus alunos pedirem explicações sobre o traje de os lanches na cantina da escola estarem mais caros do que no ano pretérito, por exemplo”, conta.

Atividades propostas:

Proposta 1

A ensino financeira é um invitação para um trabalho de campo. Peça para cada aluno ir, uma vez por mês, a um supermercado para determinar quanto custam os produtos da cesta básica. Chegando em moradia, os estudantes devem consignar os valores e produzir gráficos que ajudem a notar a flutuação de preços ao longo do tempo. O material coletado pela turma vai servir de base para iniciar em sala de lição uma discussão sobre o que é a inflação e os impactos que tem no dia a dia dos brasileiros. Para complementar essa dinâmica, é provável utilizar artigos, reportagens e vídeos no Youtube sobre projeções para a inflação no Brasil.

Atividade 2

Em qualquer ciclo, o professor de matemática pode propor uma situação problema a ser solucionada em um determinado prazo. A questão hipotética buscará a melhor forma de realizar uma obra com um orçamento insignificante. A teoria é que os estudantes formem grupos de até quatro pessoas para definir quais devem ser os gastos prioritários da reforma imaginária.

Nesse contexto, o professor pode pedir para que os grupos organizem o orçamento, indo a campo para checar o valor dos produtos no negócio. A proposta do tirocínio é proporcionar aos estudantes uma teoria de definição das prioridades e realização de escolhas financeiras com base em um orçamento.

Fale para os alunos dividirem em envelopes o que podem gastar. Foto: Luciana Lino/Estadão

Atividade 3

Uma ou duas semanas antes das datas comerciais (porquê Semana Brasil e Black Friday), peça que os alunos de ensino fundamental e médio anotem preços nas lojas de shoppings e de mercados. Depois, eles devem repetir as pesquisas quando esses eventos ocorrem no negócio. A teoria é que os estudantes observem se, de trajo, estarão disponíveis os descontos prometidos pelo negócio.

Em seguida essa atividade de campo, os alunos devem entregar um relatório contando o que viram. O objetivo cá é revistar se os lojistas cumprem com as promessas de desconto.

A elaboração das atividades contou com o base dos professores Marcos Barbosa e Ezington Lopes, além do  jornalista, professor e educomunicador Bruno Ferreira.

Estadão na Escola é secção de uma parceria com o Instituto Termo Ensejo, entidade sem fins lucrativos que lidera o EducaMídia, programa de ensino midiática devotado a formar professores e produzir conteúdos sobre o tema. A parceria é coordenada por Daniela Machado e Mariana Mandelli.

Competências trabalhadas:

(EF05MA06) Associar as representações 10%, 25%, 50%, 75% e 100% respectivamente à décima secção, quarta secção, metade, três quartos e um inteiro, para calcular porcentagens, utilizando estratégias pessoais, conta mental e calculadora, em contextos de ensino financeira, entre outros.

(EF06MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com base na teoria de proporcionalidade, sem fazer uso da “regra de três”, utilizando estratégias pessoais, conta mental e calculadora, em contextos de ensino financeira, entre outros.

(EF07MA02) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, porquê os que lidam com acréscimos e decréscimos simples, utilizando estratégias pessoais, cômputo mental e calculadora, no contexto de ensino financeira, entre outros.

(EF09MA05) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a teoria de emprego de percentuais sucessivos e a mandamento das taxas percentuais, preferencialmente com o uso de tecnologias digitais, no contexto da ensino financeira.


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